Continuando.... (se
De noite organizamos uma janta na casa do
Hugão para comemorar o aniversário do
Japa boa praça que mora com ele! Em mais um desses encontros
aiesecos,
éramos três brasileiros, um japonês, um alemão, um venezuelano, um espanhol, 800 gramas de macarrão, molho de tomate, queijo ralado, um frango assado, um vinho australiano e 4 cervejas locais! Mais do que o suficiente para se divertir!
Após, a deliciosa refeição, e o
parabéns em 5
línguas,
saímos correndo para procurar um agito na movimentada noite de
Tallin. E como ainda não
tínhamos nos dado mal na
Estônia, era chegada a hora. Por um pequeno descuido nosso, e por restrições de tempo,
estávamos em
Tallin em plena segunda feira, ou seja, apenas nos, e mais quatro franceses perdidos,
estávamos na rua procurando alguma coisa... depois de uma hora andando, e só achando lugares que tinham no máximo 8 pessoas dentro, desistimos, e voltamos para casa, afinal no dia seguinte
sairíamos cedo....
Mas como apenas não pegar balada em
Tallin não era um desastre tão grande, um maior aconteceu! Graças ao fuso horário,no dia seguinte, acordamos uma hora depois que o programado!!
Saímos correndo de casa, pagamos
táxi, para ver nosso barco partir para a Finlândia, e nos deixar para
trás em uma terra a menos 15°C, e com um Finlandês
bêbado e
ultra inconveniente....

Alias, uma pequena nota cultural: Segundo a minha amiga Elli Pyykko (moi Elli =]), muitos finlandeses tem problemas com álcool, e vão até a Estônia para comprarem "engradados" de 10 garrafas de vodka por alguns euros! Acho que era o caso do cidadão que estava próximo à nós.
Se
pagassemos o próximo barco para
Helsinki,
perderíamos o nosso barco para Estocolmo, e a
sequência de eventos resultaria em um dia menos em
Copenhagem, e uma volta frustrada para Paris (Poucas vezes vivi uma situação em que estavam em jogo tantos lugares
chics ao mesmo tempo). Depois de correria, ligações para a França, e-
mails para Finlândia e tudo mais,
acabamos optando por pegar o barco que iria
diretamente para Estocolmo, e desta forma
aproveitaríamos corretamente Copenhagem, junto à lenda viva chamada
Nicolai Lindholm. Em troca, perdemos a
chance de conhecer
Suomi (
Finlândia em
finlandês), mas fato que será corrigido quando voltarmos para conhecer a Noruega.
Como não iria ficar no porto ao lado de um finlandês alcoolizado durante as longas sete horas que faltavam para o barco
Tallin-Estocolmo, entrei novamente em
contato com
Hugão, que nos levou em um restaurante ainda mais
chic, com
garçonetes ainda mais belas, pelos mesmos 50
estonian Krowns, e saindo do porto, encarei de frente e com vento, uma entidade chamada frio!
Talvez alguns de vocês já tenham experimentado o que é estar a menos 15°C com um vento forte vindo em sua
direção. Para aqueles que ainda não tiveram essa
enriquecedora experiência, deixarei o meu breve relato: para mim que estava bem agasalhado, o corpo e pernas não eram problemas, agora as extremidades... meus pés eu não sentia mais, minha mão eu sentia , sentia como se segurasse constantemente uma pedra de gelo, o meu rosto em 10 segundo já estava queimando, e naquele
exato momento entendi o porque de toda a barba dos
vikings.
Ao chegar ao local aquecido mais próximo,eu coloca os dedos no rosto e sentia formigar. Realmente é um pouco
desconfortável ficar em uma temperatura duas vezes mais baixa que a do refrigerador...
Portanto , após todos estes contratempos, peguei o barco novamente para voltar para Estocolmo, novamente foi bem divertido, com direito a conhecer um
estoniano colocador de
azulejos que ao ver meninas fumando soltou a seguinte frase: "essas aí não são
estonianas. As
estonianas não fumam, só bebem e cheiram"!
Dessa vez mais
espertos, não perdemos o horário do
free shop, pude comprar várias
quinquilharias, como um pequeno
viking de cinco centímetros, algumas "
mini bebidas", e algumas de verdade! Naquele dia foram muitas piadas para uma pessoa só! Mas essas ficam só para quem esteve por lá!
abraços!