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Domingo, 8 de Outubro de 2006

Wo ist die Oktoberfest?

Depois que fechamos nosso grupo , de 5 engenheiros da UNICAMP, podiamos passar à parte burocrática e resolver algumas problemáticas básicas tais quais: como chegar, onde ficar, o que fazer, o que comer, etc... ao longo deste post será explicitada a abordagem adotadas por nós, alunos de engenharia com sérias restrições orçamentárias.



O primeiro passo era alugar o carro, depois que a grana estivesse gasta não haveria mais chance de desistência ou algo do gênero, portanto a viagem estaria garantida, nos dirigimos a OTU, agência de viagens célebre por trabalhar com estudantes, e oferecer preços camaradas! Seguimos as instruções fornecidas, mas ao chegar na agência encontramos a primeira dificuldade, a agência havia mudado para um novo endereço, e agora se encontrava em frente ao centro Georges Pompidou, e devido ao trauma da nossa ultima visita a esse fabuloso ponto turístico de Paris (que será relata em algum post mais adiante), membros de nossa comitiva havia jurado jamais pisar novamente em frente ao Centro Georges Pompidou, mas a vontade de beber cerveja em canecas de um litro, de visitar um país onde as pessoas são por default loiras falaram mais fortes e chegamos à OTU para alugar um Megane Scénic 1.6 16v. Agora já tinhamos nosso meio de transporte, e naquela semana ficamos como retardados reparando em cada Scénic que passava pela rua!

Para descobrirmos o caminho , consultamos o site do Guia Michelin (pelo amor de deus, leia "michelã"), que dá todas as coordenadas, para garantir também compramos um mapa rodoviário da França, e outro da Alemanha, o local da compra, escolhido a dedo, foi a Gallerie Laffayte. Esta foi a minha primeira, e provavelmente a última compra que fiz neste local de culto ao superfluo e ao inútil. Demos uma estudada daquelas de última hora, bem como é de cultura dos alunos da UNICAMP, e voilá , já sabiamos como chegar em Muenchen (pequena curiosidade da lingua alemã: o nome da cidade é München, mas como os computadores de antigamente não possuiam o trema, eles colocavam a vogal "e" depois do u quando este era "tremado").
O plano era partir na sexta à tarde, chegar a noite, quase morrer no sábado, conhecer um pouco de Munique no domingo de manhã e retornar a boa e velha Paris à tarde. Na quinta feira, um dia antes da viagem os preparativos começaram, todos arrumando uma desculpa para livrar a sua consciência do peso de matar uma aulinha de francês, arrumando as malas, e procurando um lugar pra ficar! Prourando um lugar pra ficar? Um dia antes? Sim! E advinha? Obviamente não encontramos, era sonho de virgem achar que teria algum lugar, aposto que nem em Blumenau tinha, quanto mais em Munique!! Mas isso não era nem de longe, motivo para nos impedir, afinal , estavamos não estavamos indo para alemanha para dormir!! E três pessoas conseguem dormir ultra confortavelmente em um scénic, logo cinco devem ao menos sobreviver! Para fechar com chave de ouro a quinta feira antes da viagem fomos à festa Erasmus, ao pé da torre Montparnase, festa que reune estrangeiros que morando em Paris, e como sempre, foi show de bola!
Sexta feira, quase tudo pronto, sempre as correrias de última hora, e fomos pegar o carro na locadora, chegamos lá vimos a máquina que seria nosso meio de transporte, acomodação, head quarter e tudo mais que um carro poderia ser para alguem que vai a um lugar sem ter onde ficar! Pegamos nosso fabuloso Scénic prata, e saimos para o nosso primeiro rôle de carro em Paris, realmente me senti parte da High SOciety e Beautifull People mundial!!! Passando pelo arco do triunfo, avenida Campos Elíseos, torre eiffel, Parc des Princes, estátua da liberdade (sim, existe uma aqui), e por mais infinitas ruas pelas quais ficamos perdidos, e aumentamos o tempo previsto de viagem de 30 para 70 minutos, ficamos perdidos, mas pelo menos ficamos perdidos em Paris! Chegando na famosa Avenida Pierre Masse, mochilas pra dentro, janta no bandex, e pé na estrada!!!!
Apesar do transito pesado devido á sexta feira, em alguns minutos estavamos nas Autoroutes francesas, com limite de 130 Km/h, ultra bem sinalizadas, e lotadas de pedágios (para sair da França e voltar pelo oeste pagamos 60 euros), dirigi tranquilamente, e a turma toda estava animada, afinal, era mais um dos eventos que só conheciamos pela televisão que se tornaria algo concreto em algumas horas! Utilizando o controle de velocidade do veiculo (que possuia um erro estacionário de 1km/h e um overshooting de 4km/h, considerado muito alto por nós engenheiros, mas sabiamos que o tempo de resposta nesse caso era um fator importante), a viagem se deu tranquilamente, e após 400km passei o volante ao próximo encarregado da direção.
Para que tudo não virasse uma putaria foram estabelecidas regras básicas:
1- O motorista não pode dormir.
2- O copiloto não pode dormir.
3- Todos devem tomar banho depois de evacuarem.
4- Se motorista é ruim ele roda.
5- É proibido comer cheetos bola no carro.
Dentre outras que não me recordo neste momento!



Seguindos essas regras chegamos na alemanha, com toda aquela coisa de "não tem limite de velocidade", "as rodovias alemãs são fodas", "vou estar a 180 e um porsche vai passar voando por mim", e outras diversas lendas que povom o imaginário popular. Chegando o que vimos foram rodovias bem piores que as francesas, porém sem nenhum posto de pedágio, e com a filosofia de que um carro chega à 200km não é atoa! Devido ao consumo de comsbustivel, que aumenta como quadrado da velocidade, resolvemos adotar uma velocidade de cruzeiro de 150km/h, obviamente houveram tentativas de atingir a velocidade do som, mas não conseguimos. A viagem correu muito bem, e em sete horas percorremos os 850 km até Munique, comemorações a parte em função de termos chegado, fomos procurar aonde o bicho realmente pegava, e para isso paramos em um posto de gasolina, ao entrar encontramos um típico alemão daqueles comedores de salcicha, que possuem um bigode stile, primeira pergunta: Français? Resposta negativa! segunda: english? Também não! PortuguÊs, español? Não não! Deustch? Ja ("sim" em alemão)! Estamos no pinico afinal, meu alemão é um lixo, e o do nosso especialista em alemão era no máximo básico. Neste momento , veio uma luz na minha cabeça, e derrepente ela estava lá em minha mente, uma frase tosca, com provaveis erros gramaticais, mas que iria salvar o dia: "Wo ist das Oktoberfest??", perguntei, o germânico abriu um sorriso, e começou a explicar detalhadamente como faziamos para chegar! Obviamente não entendemos picas, então ele nos mostrou um mapa e disse: "eins, zwei, drei, vier, links, eins, zwei, rechts", pronto, era toda a informação que precisavamos, agora poderiamos chegar à bagunça!!!


No próximo post mais detalhes de nossa chegada e de como se passou a festa!

Abraços!

4 Comentários:

Anônimo disse...

Aristoso

Manda as fotosas iradas da Oktober asap. Vc realemnte perguntou ao cara do posto se ele falava portugues? A sua esperança e maior do q a do Lula

abracetas

Gaboso

4:09 PM

 
Anônimo disse...

nao e a oktoberfest, mas nesse feriado, sim aqui nos temos isso, vai rolar as engenhariadas

ficarei um tmepo sem postar aqui campeao, bebado e rouco de tanto xingar burros e virgens(poli e mackenzie, nao necessariamente nessa mesma ordem)

abracetas

Gaboso, o ponei

8:22 PM

 
Ana Carolina disse...

Estamos esperando ansiosamente as cenas dos próximos capítulos!!!

9:27 PM

 
Brubru disse...

Vcs são meus ídolos! Sem comentários!! hauhauha
Isso que é instinto de sobrevivência meu caro...rsrs

Bjão! E eu já tinha lido as cenas do próximo cápítulo! rs

3:09 PM

 

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